terça-feira, 19 de novembro de 2013

A Preparação Diária para um bom Jornalismo

Na semana passada, o Comunique-se publicou que “os estudantes de Comunicação Social têm pior desempenho na escrita do que os universitários da área de exatas, como Engenharia, por exemplo. No estudo, os engenheiros obtiveram a melhor avaliação e 87,5% conseguiram passar no teste”, enquanto 65,3% dos alunos de Comunicação foram reprovados.

Como assim essa galera de Exatas escreve melhor que a gente?

Ao longo da matéria, percebe-se que o que é avaliado é gramática, não a escrita em si. Em janeiro deste ano, “dez mil candidatos a vagas de estágio realizaram um ditado de 30 palavras, que permitia até seis erros. Dentre as palavras avaliadas estavam: desajeitado, autorizar, exceção, seiscentos e anexo.”

Acho grave um estudante de Publicidade não saber escrever anexo. E em pior situação está um estudante de RP que desconhece a grafia de autorizar. E é triste ver um jornalista escrever em seu bloquinho que seu entrevistado é uma “excessão”.

Apesar do drama, não acho que isso seja a doença, mas um sintoma.

Os estudantes de Jornalismo, em geral, esperam que a universidade dê o pacote completo. A maioria espera sair expert em redação, anseiam felizes e satisfeitos que seus professores cuspam os leads dos melhores livros, e que isso seja o suficiente para formar toda sua bagagem teórica. Não vão além do arroz e feijão da academia.

É sempre um exercício interessante perguntar para pessoas diferentes, da mesma turma da faculdade, o que cada uma achou do curso. As respostas vão de “péssimo” a “fascinante”. Pergunto: quem está errado? Ninguém.

É o jornalista que faz a faculdade, é o foca que faz o curso. São as suas 
referências pessoais que determinam a quantidade e a qualidade das informações que você retém das aulas e da redação. Na nossa profissão, tem que ler e estudar, sim e sempre. E na 22ª turma de focas, há 30 cursos em andamento. Cada um aprende o que quer, o que consegue.

O diferencial do bom jornalista é ele perceber que para ser um bom profissional, ele dever ser, no mínimo, um ser humano interessante. Tem que ter a pegada com informação, tem que ir além do preto-no-branco. Jornalista bom não pode acreditar em tudo, muito menos de primeira. É preciso investigar, debulhar dados, ser insatisfeito, ser “humilde sem ser subserviente”, como se diz aqui no Curso. Jornalista bom segue o ditado que o repórter especial Lourival Sant’Anna ensinou para os focas: “A sua mãe diz que te ama? Cheque”.


                  Dezenas de jornalistas correm pela mesma notícia. Preparação é o diferencial. Foto: Agência Brasil

Ana Paula Padrão dá dicas sobre o curso e a carreira de Jornalismo

Ela foi da delicadeza dos palcos do balé ao ritmo frenético de uma redação. Ana Paula Padrão poderia ter se tornado bailarina, mas foi fisgada pelo Jornalismo. Uma escolha acertada, segundo ela. Hoje, a jornalista é uma das mais destacadas profissionais brasileiras no ramo. Já trabalhou como correspondente internacional e se notabilizou na cobertura de guerras e conflitos. Atualmente é âncora do Jornal da Record, na emissora de mesmo nome.




A Decisão pelo Jornalismo

A escolha da profissão para Ana Paula Padrão não foi nada simples. Dançou balé dos seis aos 19 anos e, neste meio tempo, também deu aulas como bailarina. A experiência serviu para que ela visse que ser professora não era a praia dela. A decisão pelo Jornalismo veio apenas na hora de preencher a ficha de inscrição para o vestibular da Universidade de Brasília (UnB), sua cidade natal. Ana Paula sabia que queria algo na área de Humanas. Gostava de escrever, contar histórias e queria uma profissão que lhe possibilitasse conhecer o mundo, mas até o dia da inscrição, o Jornalismo não parecia ser uma opção tão óbvia. “A escolha foi no último minuto. Acabei vendo que muito do que gostava estava relacionado à carreira”, conta.

Já na faculdade, começou a estagiar na Rádio Nacional, como produtora. E logo, começou a escrever reportagens econômicas, como freelancer, para a revista Senhor, atual Isto É. E, como a própria jornalista diz, talvez sua vida não tivesse tomado o rumo que tomou, não fosse a sua passagem pelo veículo. “Foi o editor-chefe da revista que insistiu para que eu mandasse um vídeo para a TV. Dizia que eu tinha voz e rosto para televisão”, explica Ana Paula. Sem saber ainda se daria certo, ela fez um teste para a TV Brasília. Passou, mas ficou por lá apenas cinco meses, porque logo recebeu um convite para trabalhar na Rede Globo.

Tímida, não imaginava que acabaria trabalhando no meio jornalístico que mais expõe o jornalista. “Não sabia que queria fazer televisão”, revela Ana Paula, que aprendeu a trabalhar com a timidez aos poucos, já que precisaria aparecer muitas vezes em rede nacional. “Sempre lidei bem com câmeras, diferente de uma plateia ao vivo. Se preciso falar uma hora na frente de uma câmera, eu falo, mas para falar na frente do público, fico nervosa, tenho insônia…”. Mas a experiente jornalista garante que é tudo uma questão de enfrentar o medo. Fica a dica se você é um pouco tímido: não desista do Jornalismo só por isso!

Na Rede Globo, começou no telejornal local e foi crescendo aos poucos. Fez coberturas internacionais e virou correspondente em Londres e, depois, em Nova York, acabando por realizar seu sonho de criança: conhecer o mundo. “Voltei para o Brasil porque recebi um convite irrecusável, que era assumir a bancada do Jornal da Globo”, conta. Depois de quase cinco anos a frente do jornal, mudou de emissora em 2005 e foi para o SBT, onde comandou o telejornal SBT Brasil e, em 2007, o programa SBT Realidade, com o qual pode fazer reportagens especiais pelo mundo. Desde 2009 está no Jornal da Record como âncora.

O Dia a Dia da Profissão

Vida de jornalista não é tão recheada de glamour como muitos estudantes pensam. É uma rotina pesada, que pode chegar a muitas horas de trabalho, mas que, segundo Ana Paula Padrão, tem suas recompensas: “o nobre da profissão é contar uma boa história e ser compreendido pela pessoa para quem sua matéria é dirigida. Não tenho nenhuma dúvida, gosto de fazer reportagem, que é a grande nobreza da profissão”. Hoje, apesar de estar na bancada, a jornalista ainda sai algumas vezes para fazer matérias.

Como ela disse, é preciso estar sempre atrás de boas histórias para contar. O jornalista é o profissional da notícia. Ele investiga e divulga fatos e informações de interesse público, redige e edita reportagens, entrevistas, artigos, adaptando o tamanho, a abordagem e a linguagem dos textos ao veículo e ao público a que se destinam.

Cada área do Jornalismo – impresso, rádio, internet e televisão – tem as suas peculiaridades. No jornal diário televisivo, Ana Paula explica que tudo começa com a reunião de pauta, entre os editores da sede do jornal com as praças, as cidades de onde vêm as matérias. “Você conversa com todos os editores para saber o que está acontecendo no Brasil e no mundo. A partir daí é montada a pauta de notícias para o dia, que são as reportagens que o jornal terá. É claro que isso muda muito, porque podem acontecer muitas coisas durante o dia. Por isso é importante ter vários editores acompanhando o jornal”, explica a apresentadora. E ela continua: “Conforme os editores começam a receber as matérias, eles escrevem as cabeças (pequeno texto que introduz o vídeo no telejornal), que, no meu caso, é onde eu participo mais, ajudando a escrever, o que faz mais sentido, já que sou eu (a âncora)quem vai falar esses trechos”. Depois de todo esse processo o jornal vai ao ar.

Como ser um bom jornalista

A primeira recomendação que Ana Paula Padrão dá para quem quer ser um bom jornalista é ter certeza de que é essa profissão que quer seguir. “Se for o que você quer, você vai saber, porque está na veia”, brinca. Mas ela sabe que nem sempre a escolha é fácil: “Acho uma crueldade pedir para uma pessoa de 16 anos falar o que quer fazer. Tive muita sorte porque escolhi uma profissão que amo profundamente, que era a minha vocação”, conta.

Ana Paula reforça esse ponto, da paixão pela profissão, porque isso é importante na hora de enfrentar os desafios do Jornalismo, como, por exemplo, o mercado de trabalho altamente competitivo. “É uma profissão de muitos sacrifícios. Você pode estar de férias, mas você precisa cobrir um acidente que está acontecendo ao seu lado. É igual médico, você é jornalista 24h”, diz.

Para chegar aonde chegou, a jornalista explica que foi preciso tempo e muito trabalho para adquirir experiência. “O estudante sonha com a carreira e acha que vai chegar muito rápido ao topo. Para ser bom jornalista, é preciso ser um bom contador de histórias e isso só o tempo dá. Não adianta, ninguém consegue contar uma linda história com apenas 20 anos. É preciso ter paciência e trabalhar muito”, explica Ana Paula Padrão.

Ogilvy Brasil é a agência do ano em Cannes

A Brasileira Ogilvy foi eleita a agência do ano no Cannes Lions Festival Internacional de Criatividade 2013. O prêmio é concedido à empresa de publicidade que ganhou os prêmios mais relevantes do festival, que tem o Estado como representante oficial no Brasil. Ao todo, a Ogilvy colecionou 34 Leões em Cannes neste ano.

No caso da Ogilvy, o título de agência do ano veio graças principalmente a duas campanhas. Uma para a marca Dove, da Unilever, e outra para o Sport Club Recife. A primeira, que debate a imagem negativa que as mulheres têm da própria aparência, ganhou o Grand Prix em Titanium. A segunda, que incentivou os torcedores do Sport a tornarem-se doares de órgãos, levou o grande prêmio em Promo & Activation.

Campanha Global. No caso de Dove, a campanha da Ogilvy teve alcance global. Exibida em 30 países, “Retratos da Beleza Real” chegou à empresa brasileira graças ao desempenho de uma outra campanha, de alcance menor, premiada em Cannes no ano passado. Foi graças a uma ação para a maionese Hellmann’s (que, como a Dove, pertence à Unilever) que a agência ganhou a chance de trabalhar com a marca Dove. “Foi o resultado da performance criativa que tínhamos mostrado”, lembra presidente da Ogilvy Brasil, Luiz Fernando Musa.

A campanha de Dove, segundo o diretor criação da agência, Anselmo Ramos foi feita com a melhor equipe técnica possível, além de ter sido filmada em inglês, com locações em São Francisco, por uma produtora americana. “Foi um experimento sociológico (comparar a autoimagem da mulher com as visões dos outros sobre ela em um retrato falado)”, diz o publicitário. “E foi algo que conseguimos retratar em filme, exposição e pôsteres”, diz.

União. A campanha de doação de órgãos do Sport chegou a ser tema de uma reportagem doFantástico, da Rede Globo. “Acho que o que chamou a atenção foi que nós conseguimos dar uma nova direção para a doação de órgãos. Antes, era algo que você faria pela sua família. Agora, é algo também que você pode fazer por seu time”, diz Ramos.

Para o presidente da agência, foi importante também a central de transplante de Recife abraçar a ideia. “Acho que conseguimos passar uma imagem positiva e muito bonita”, diz o executivo. “Isso mostra o poder que a gente tem nas mãos. É incrível que uma ideia gerada dentro de uma agência possa ter um impacto real para a sociedade.”

COMO É FORMADA UMA REDAÇÃO DE TV ?

Em alguns telejornais é possível ver jornalistas trabalhando em mesas ao fundo do cenário dos apresentadores. É a chamada newsroom – redação de TV.

Apesar de fazerem parte do cenário do telejornal, os computadores e aparelhos de telefone que aparecem não são apenas cenográficos; tudo funciona de verdade! E as pessoas nesse espaço não são figurantes, mas jornalistas de verdade trabalhando normalmente!

O organograma de funções de uma redação de TV obedece uma hierarquia, como em qualquer empresa.

Veja como normalmente é organizada a redação de uma grande emissora:

Diretor de jornalismo: maior cargo do setor jornalistico em uma TV. Jornalista responsável pela linha editorial e, consequentemente, pelas opiniões e condutas jornalísticas difundidas nos telejornais. Subordinado aos donos da emissora;

Gerente de jornalismo: jornalista responsável pelo funcionamento de uma ou mais redações como no caso de redes (emissoras filiadas). Participa de reuniões decisivas sobre a condução do trabalho jornalístico, contratação e criação de novos programas. Subordinado ao diretor de jornalismo;

Chefe de redação: jornalista responsável pelo funcionamento prático da redação, recrutamento de novos jornalistas, demissões, escalas de trabalho, remanejamentos, promoções, tudo com a ajuda do Departamento de Recursos Humanos e Financeiro da emissora. Subordinado ao gerente de jornalismo. Todos os cargos abaixo são subordinados diretamente ao chefe de redação, independente dos chefes intermediários;

Editor-chefe: jornalista responsável pelo conteúdo de cada edição do telejornal. Ele determina o os temas que serão abordados, de acordo com a linha editorial. Escolhe as matérias em vão entrar e suas posições no “espelho” (roteiro do telejornal). Subordinado ao chefe de redação;


                            Newsroom da CNN

Redator: jornalista responsável por fazer os textos do telejornal. Subordinado ao editor-chefe;

Editor-executivo: jornalista que coordena e supervisiona os trabalhos da equipe técnica/operacional de um telejornal, direto no switch (sala de controle operacional). Ajuda o editor-chefe na elaboração do “espelho” e execução deste roteiro durante o programa. Subordinado ao editor-chefe;

Chefe de reportagem: jornalista responsável por supervisionar as equipes de produção das reportagens (pauteiros, produtores, repórteres). Ele checa o trabalho dos na redação e na rua, além de auxiliar em problemas corriqueiros. Subordinado ao editor-chefe;

Pauteiros: jornalistas que produzem as pautas definidas em reunião. Reúne assuntos referentes aos temas aprovados (ou determinados pelo editor-chefe) para que o repórter execute o trabalho externo (captação de imagens, entrevistas). Subordinados aos chefes de reportagem;

Produtor: jornalistas que auxiliam na produção das pautas e/ou reportagens na rua, como marcação e captação de entrevistas, levantamento de fontes e informações. Subordinado ao chefe de reportagem;

Editor de texto: jornalista que revisa ou produz textos do telejornal ou reportagens. Subordinado ao editor-chefe;

Editor de imagem: jornalista que acompanha as edições (montagens) das matérias que chegam das externas. Trabalha em parceria com o operador de VT – profissional da área técnica (não-jornalista) que opera os equipamentos de edição (vídeo-tapes, mesas de som, softwares de edição de vídeo). Subordinado ao editor-chefe (obs.: em muitas emissoras, o editor de texto acumula a função de editor de imagem);

                                    Newsroom da BBC

Rádio-Escuta: jornalista ou estudante de jornalismo (estagiário) responsável por monitorar outros veículos noticiosos e ligar para fontes em busca de novas notícias. Subordinado ao chefe de reportagem.

Repórter: jornalista responsável por fazer a reportagem na rua (entrevistar pessoas, gravar passagem e off). Faz parte de uma equipe que conta com motorista, auxiliar de cinegrafista e cinegrafista (dependendo da necessidade, o produtor também pode acompanhar o repórter para auxiliá-lo no trabalho externo). Subordinado ao chefe de reportagem.

Repórter-cinematográfico: jornalista responsável pelas imagens da reportagem de TV, popularmente conhecido como cinegrafista. Os cinegrafistas que não são jornalistas (formados ou sem Mtb – registro profissional de jornalista) pertencem ao sindicato dos radialistas, são da área operacional da emissora e são denominados como operadores de câmera. Subordinados ao repórter.

Estagiários: estudantes de jornalismo em treinamento. Normalmente auxiliam os demais profissionais de uma redação de TV, além de buscarem fitas no arquivo, a pauta na impressora, os convidados para participarem do telejornal. Uma ótima oportunidade para os primeiros contatos com o meio. Subordinados ao editor chefe, chefe de reportagem, editores, pauteiros e produtores.

Comunique-se Educação

O Comunique-se Educação é uma divisão do Grupo Comunique-se. Fundado em 2005, é atualmente uma das mais completas instituições de ensino técnico no segmento de Comunicação Social no Brasil.


Baseado em São Paulo, aplica cursos presenciais nas maiores capitais brasileiras e cursos de ensino a distância para alunos de todo o mundo.


Seu portfólio de serviços inclui, ainda, cursos customizados para empresas, no modelo In Company, e realização de seminários e congressos.


Com mais de 50 módulos de cursos, o Comunique-se Educação já ensinou e treinou aproximadamente 30 mil pessoas, entre estudantes e profissionais de comunicação.


http://www.educacao.comunique-se.com.br/

Ser comentarista da Globo causa adrenalina a Rubens Barrichello

Comentarista da Rede Globo durante as transmissões das provas de fórmula 1, Rubens Barrichello concedeu entrevista ao ‘Direto da Fonte’, coluna editada por Sonia Racy publicada no Estadão. Durante a conversa, o piloto falou da sensação de fazer parte da imprensa, devido à função que exerce na TV desde abril deste ano.


          Rubinho falou ao Estadão sobre carreira como comentarista (Imagem: Divulgação)
“Gosto muito da câmera. Participar dos programas ao vivo, por exemplo, me dá uma adrenalina danada, que eu sinto falta. Até porque são milhões de pessoas assistindo. Tenho facilidade em me expressar, e essa experiência como comentarista está sendo excelente”, disse Rubinho. No domingo, 24, ele participará da transmissão do Grande Prêmio do Brasil.

Ao fim da temporada da Fórmula 1, a direção da Globo ainda não divulgou se o ex-piloto da Ferrari permanecerá na equipe de cobertura da modalidade, ao lado de Galvão Bueno e Reginaldo Leme. 

PT diz que STF foi influenciado pela “mídia monopolizada” no processo do mensalão

O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) classificou, nessa segunda-feira, 18, a prisão de ex-dirigentes como “arbitrária” e fruto de “casuísmo jurídico” do Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência do julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão. Em nota oficial, o partido declara que a decisão “constitui grave violação ao instituto do direito de defesa, princípio fundamental no Estado Democrático de Direito”.

O partido atribuiu a decisão do STF a uma “ação orquestrada da mídia monopolizada, bem como a simpatia de setores do grande capital, de altos funcionários do aparelho Judicial e do Ministério Público”.

A nota do PT questiona ainda a expedição dos mandados de prisão pelo presidente da Corte, Joaquim Barbosa, sem especificar o regime de cumprimento das penas. “Além de propiciar um espetáculo indesejado e condenável, desrespeitou direitos dos companheiros e ainda colocou em risco a vida do deputado José Genoino, cardiopata recém-operado”.

Os dirigentes petistas acrescentam, ainda, que “condenados sem provas, num processo nitidamente político e influenciado pela mídia conservadora, os companheiros estão sendo vítimas, desde o início, de uma tentativa de linchamento moral, que visa, também, criminalizar o PT e influir na disputa eleitoral”.

A nota reitera a posição do partido ao defender que o julgamento foi “injusto, nitidamente político e alheio às provas dos autos” e que nenhum dos filiados petistas comprou votos no Congresso Nacional.

O PT defende, no documento, a reforma política com instrumentos como o financiamento público exclusivo de campanhas, lista partidária pré-ordenada com paridade de gênero e a ampliação da democracia participativa.




José Genoino foi um dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (Imagem: Arquivo/PT)